Nas últimas semanas, minha mente esteve em completo caos enquanto tentava concluir meus projetos para o edital. É impossível não se sentir sobrecarregado: crises, desistências, choro, pausas para respirar, e, em seguida, a retomada de um processo que, hoje, parece ser o único caminho para viabilizar qualquer projeto. Depois de muitas tentativas, aprende-se mais sobre os detalhes e nuances do processo. Mas isso não o torna mais fácil: lidar com orçamento, produção, cronogramas e outros aspectos técnicos e organizacionais sempre me deixa à beira de um colapso. Contudo, há um ponto que sempre me provoca: a falta de um detalhe que, embora pequeno, carrega um peso enorme para minha existência nas artes — as cotas. Todo edital repete o mesmo roteiro: “Com qual raça/cor/etnia você se identifica?” Entre todas as opções, apenas uma parece ser tratada como mera formalidade: amarela. Enquanto outras minorias são direcionadas para avaliações diferenciadas, co...